Notícias

Moby anuncia que vai concorrer à presidência dos EUA

“Não farei campanha nem arrecadarei dinheiro” (Acervo: Moby)

O músico vegano Moby anunciou na sexta-feira que vai concorrer à presidência dos Estados Unidos. No anúncio feito no Instagram, ele afirmou ainda que se considera completamente desqualificado para a função, mas comentou que isso também não impediu Donald Trump ou George W. Bush de disputarem a presidência

“Não farei campanha nem arrecadarei dinheiro”, publicou. Moby destacou que os eleitores precisam dar mais atenção para questões como os subsídios oferecidos pelo governo às indústrias que, segundo o músico, são prejudiciais – como a agropecuária, indústria do tabaco e produção petrolífera:

“Por que deixamos as pessoas doentes e gastamos trilhões de dólares em assistência médica? Por que incentivamos as pessoas a construírem em zonas de inundação? E assim por diante.” Na mesma publicação, Moby qualificou o presidente Donald Trump como o pior político eleito na história dos EUA.

O músico também declarou que o voto é muito importante e que as pessoas não devem desperdiçá-lo votando em celebridades ou candidatos de Terceiro Partido. “Com certeza, vou concorrer à presidência enquanto não tiver que fazer campanha e contanto que ninguém vote em mim”, declarou.

A candidatura de Moby, que aparenta ter um viés de protesto, parece ser uma forma de atrair atenção para questões que têm sido negligenciadas pelos políticos nos EUA. O músico, que comemorou 31 anos de veganismo no ano passado, começou a refletir sobre o consumo de animais aos 19 anos.

À época, Moby deixou de ver diferenças entre o seu gato Tucker e os animais criados para serem reduzidos a alimentos: “Eles só querem evitar a dor e o sofrimento, e querem ser felizes. Então, naquele momento, deixei para trás hambúrgueres e cachorros-quentes e me tornei um ativista vegano”, declarou em um vídeo da sua palestra “Por que sou vegano”, gravada para o canal TEDx Talks.

Moby é hoje um dos artistas mais ativos na defesa dos direitos animais nos Estados Unidos, Em 2018, ele abriu mão de equipamentos musicais, coleções e vendeu uma casa para destinar recursos para um comitê médico vegano e para um projeto em defesa dos animais.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

4 semanas ago

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal?

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…

1 mês ago

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos?

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…

1 mês ago

O consumo humano transforma animais em prisioneiros de seus próprios corpos

A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…

2 meses ago

Animais, pela ética do amor ou do cuidado?

Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…

2 meses ago

Por que não é uma boa ideia usar o termo “feito de plantas”

Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…

2 meses ago