O governo do Quênia, na África Oriental, decidiu substituir imagens de políticos por imagens de animais ameaçados de extinção nas novas moedas e cédulas. Além da iniciativa contribuir para a conscientização a respeito da importância da vida selvagem, o uso de imagens de políticos passou a ser considerado uma inadequada forma de promoção.
Segundo a BBC, as moedas já ganharam imagens de leões, elefantes, girafas e rinocerontes: “O presidente Uhuru Kenyatta – filho do primeiro líder do Quênia, Jomo Kenyatta – disse que as novas moedas foram uma ‘grande mudança’ e mostra que ‘a nação percorreu um longo caminho’”, informa.
Até então, tradicionalmente as moedas e cédulas traziam imagens de três ex-governantes – Jomo Kenyatta, Daniel Toroitich arap Moi, que comandou o país por 24 anos, e Mwai Kibaki, que não cumpriu a promessa de não imprimir a própria imagem no dinheiro queniano.
A situação em relação à exaltação da imagem de políticos só foi revista a partir de 2010, com a adoção de uma nova Constituição visando consolidar a democracia e os direitos humanos no país. Segundo a Constituição queniana, a moeda nacional “não deve ter o retrato de nenhum indivíduo humano.”
O Banco Central cumpriu a exigência e deve fazer o mesmo em breve, quando novas cédulas forem impressas. Além disso, qualificou a iniciativa como uma manifestação de respeito pelo meio ambiente.
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