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Motivação para virar vegano é maior por influência de ativistas

Foto: Red Bubble

Uma pesquisa realizada em janeiro e divulgada pela Vegan Society, do Reino Unido, revelou que muitas pessoas têm se tornado veganas por influência de ativistas, o que corresponde ao maior percentual – de 26%.

Ou seja, essas pessoas são influenciadas por ativistas a partir das informações apresentadas, e como são apresentadas, sobre a importância e benefícios do veganismo e a realidade da exploração de animais com as mais diversas finalidades, assim como o impacto no meio ambiente.

Na sequência, de acordo com as respostas dos entrevistados, estão companheiros e companheiras (23%), amigos e amigas (21%) e pais e mães (19%).

Já celebridades e irmãos ou irmãs correspondem aos menores percentuais, de 11% e 9%, segundo a pesquisa conduzida entre os dias 15 e 20 de janeiro.

É ainda mais fácil ser vegano hoje

De acordo com a entidade, que entrevistou mil adultos na Grã-Bretanha, hoje as pessoas entendem que é mais fácil ser vegano e também revelaram mais prazer em relação a essa mudança.

“É uma época realmente empolgante para ser vegano e é ótimo saber que as pessoas estão achando isso tão fácil e agradável. Elas estão inspirando outras pessoas a se envolverem também.”

Outro ponto que tem favorecido uma maior popularização do veganismo é que com o crescimento do número de veganos há cada vez mais informações disponíveis motivando as pessoas a reconhecerem a importância da abstenção do consumo de alimentos e outros produtos de origem animal. E mais do que isso, de se opor à exploração e uso de animais para os mais diversos fins.

Saiba Mais

Em agosto de 1944, o carpinteiro britânico Donald Watson reuniu cinco vegetarianos estritos, incluindo sua esposa Dorothy, no Attic Club, em High Holborn, Londres.

O objetivo era discutir sobre a criação da Vegan Society, uma entidade fundada em novembro do mesmo ano com o objetivo de promover o veganismo, termo recém-criado à época, que Watson defendia com um “aperfeiçoamento do vegetarianismo”.

Ele se incomodava com o fato de que muitos vegetarianos do seu tempo se alimentavam de ovos e laticínios, e não viam problema no uso de animais com outras finalidades, desde que não fossem abatidos.

Ou seja, o veganismo na sua concepção era uma manifestação de maior oposição à exploração de animais.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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