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National Geographic divulga estudo que defende que uma dieta à base de vegetais é melhor para o planeta

autores enumeram alguns dos efeitos colaterais da produção de alimentos de origem animal, como gases do efeito estufa, desperdício de água e mau uso de culturas e do nitrogênio e do fósforo (Foto/Arte: Reprodução)

A National Geographic divulgou na semana passada um estudo publicado na revista científica The Lancet que defende que uma dieta à base de vegetais é melhor para o planeta. O trabalho contou com a participação de 30 cientistas de diferentes partes do mundo.

“Existe uma indústria inteira construída em torno da dieta. A maioria dos produtos destina-se a ajudar as pessoas e perderem peso, ganharem músculos ou viverem mais tempo. Mas à medida que a população humana global cresce, os cientistas estão se esforçando para elaborar um plano de dieta que possa alimentar 10 bilhões de pessoas até 2050”, informa.

O estudo que ganhou espaço na National Geographic recomenda uma dieta baseada em vegetais. “Mesmo pequenos aumentos no consumo de carne vermelha ou laticínios tornaria esse objetivo difícil ou impossível de alcançar”, defende o relatório.

Entre os critérios para sugerirem uma mudança na alimentação, os autores enumeram alguns dos efeitos colaterais da produção de alimentos de origem animal, como gases do efeito estufa, desperdício de água e mau uso de culturas e do nitrogênio e do fósforo dos fertilizantes, que usados de forma inadequada contribuem para a eutrofização).

“Ao administrar todos esses fatores, os autores do relatório afirmam que os gases indutores da mudança climática poderiam ser reduzidos e terras suficientes poderiam ser reservadas para alimentar a crescente população mundial”, conclui a National Geographic.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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