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Governo da Noruega anuncia projeto que proíbe produção e comércio de peles de animais

Projeto prevê que os noruegueses deverão abandonar a prática até 2025 (Foto: Getty)

O governo da Noruega anunciou ontem um projeto de lei que proíbe a produção e o comércio de peles de animais em todo o país. A iniciativa oferece a quem atua nesse ramo uma indenização que funciona como um “incentivo” para acelerar o fim da prática.

O prazo de transição termina em fevereiro de 2025, quando a atividade, que inclui abate e receptação de pele animal, passará a ser considerada criminosa. O PL enviado ao Parlamento é resultado de um acordo político. Para apoiar uma pauta do Partido Conservador, que hoje comanda o governo da Noruega, o Partido Liberal exigiu essa contrapartida, segundo o The Local, da Noruega.

Por outro lado, segundo a Agence France-Presse, o porta-voz da organização Norges Pelsdyralslag, que representa quem atua no mercado de peles, disse que o valor da indenização, que equivale a 52 milhões de euros destinados ao setor, ainda é insuficiente.

A proibição do uso de peles tem se tornado cada vez mais comum na Europa. No início deste ano a Sérvia anunciou que a criação de animais para a extração de peles foi banida do país e recentemente a Alemanha fechou a sua última fazenda de abate de animais para extração de peles.

A propriedade situada em Rahden, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, agora não abriga mais nenhum animal com essa finalidade. Embora a Alemanha tenha proibido a criação de animais para a indústria de peles em 2017, o governo deu um prazo para quem atuava nesse ramo migrar para outra atividade até 2022.

No entanto a maioria dos produtores de peles do país decidiu se antecipar em decorrência da intensificação da fiscalização e da pressão de grupos em defesa dos animais.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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