Uma medida do governo da Nova Zelândia tem atraído críticas de pecuaristas. O motivo é que o novo currículo escolar aconselha os estudantes a consumirem menos carnes e laticínios em benefício do meio ambiente, além de ensiná-los a lidarem com negacionistas das mudanças climáticas.
A medida adotada no país faz parte de um compromisso assumido pelo governo para reduzir as emissões de carbono. A meta é fazer da Nova Zelândia um país neutro em carbono até 2050.
O material sobre o tema oferecido aos estudantes, que também podem participar de um curso sobre mudanças climáticas, é baseado em informações fornecidas pelas principais agências de ciências que estudam o assunto, segundo a Reuters. “Explica o impacto das mudanças climáticas e como os estudantes podem contribuir.”
O material aponta a agropecuária como uma das grandes causas do aumento das emissões de gases do efeito estufa e ensina como os estudantes podem substituir a carne e o leite na alimentação, além de incentivar o consumo de mais vegetais, assim como dirigir menos, reciclar e comprar produtos de segunda mão quando possível.
Membro do Partido Verde, Lourdes Vano disse à Reuters que a mudança no currículo escolar cobre uma lacuna no sistema educacional, podendo ajudar os estudantes a entenderem melhor o assunto e a lidarem com a ansiedade em decorrência das dúvidas que permeiam o tema.
O curso sobre mudanças climáticas não é obrigatório, e o Ministério da Educação sugere que as escolas consultem os pais e a comunidade antes de aplicá-lo. Ainda assim, a vice-secretária adjunta do Ministério da Educação, Pauline Cleaver, informou à Reuters que a inclusão do tema no currículo escolar tem sido bem recebida pelas escolas, pais e comunidade.
O governo classifica o novo currículo como importante para os estudantes, considerando que na Nova Zelândia eles estão cada vez mais preocupados com o impacto das mudanças climáticas em suas vidas. “Eles percebem o simples fato de que os anos têm sido cada vez mais quentes e esperam que tomemos uma atitude”, declarou o ministro para Mudanças Climáticas, James Shaw, após o lançamento do novo currículo escolar.
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