De 2008 a 2019, duplicou o total de onças-pintadas vivendo no Corredor Verde, na bacia do Alto Paraná. Há 11 anos, apenas 50 onças viviam no local, hoje já são pelo menos 100, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Mas a meta é chegar a pelo menos 250 onças até 2030, de acordo com o Centro Nacional de Pesquisas e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap). Para alcançar esse objetivo, Brasil, Argentina e Paraguai mantêm um acordo de longa data para fins de preservação da espécie.
Considerada o maior felino das Américas, a onça precisa de grandes áreas para sobreviver, e hoje isso só tem sido possível em áreas de preservação, embora a espécie possa ser encontrada em biomas como Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga. Nesta última, a sua ameaça tem se intensificado há muito tempo, inclusive sendo classificada como “criticamente em perigo de extinção”.
No Corredor Verde, o projeto Onças do Iguaçu, colocado em prática na região que compreende o Parque Nacional do Iguaçu, é responsável por estudar o deslocamento, comportamento, dieta das onças e por monitorar os animais por meio de armadilhas fotográficas.
Em outubro, uma onça que pode estar prenha foi flagrada no Parque Nacional do Iguaçu, renovando a esperança de reprodução da espécie ameaçada de extinção também na Mata Atlântica.
A coordenadora do projeto Onças do Iguaçu, Iara Barros, disse que é comum uma onça-pintada ter no máximo dois filhotes. Ela explicou também que atualmente há 80 “armadilhas fotográficas” distribuídas nos 185 mil hectares do parque, com fins de preservação da fauna.
Em 2009, o censo registrou 11 onças-pintadas no lado brasileiro do parque. O último censo, de 2016, apontou 22. Somando com o lado argentino, a estimativa atual é de 100 onças vivendo no Corredor Verde.
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