O arroz preto ou arroz negro, como é popularmente conhecido, é um grão milenar, originário da China e há tempos consumido por lá. No Brasil, começou a ganhar espaço nos últimos anos principalmente em restaurantes que oferecem pratos sofisticados. Também passou a ser indicado por nutricionistas para reforçar o consumo de vitaminas e minerais na rotina alimentar.
Hoje sua utilização cresce no preparo de pratos e búrgueres veganos. “Para quem segue uma dieta vegana ou vegetariana pode ser um ótimo aliado, pois apresenta teores de ferro e magnésio elevados, o que previne a anemia e aumenta a absorção de cálcio pelos ossos”, explica a nutricionista Aline Maldonado Franzini Alcântara.
“O arroz negro ajuda no bom funcionamento do intestino, reduz o colesterol, controla a glicemia, previne doenças degenerativas, cardiovasculares e até mesmo o câncer. Como ele é rico em antocianina, a substância que dá a coloração ao grão, tem grande potencial para proteger o corpo dos radicais livres.”
Quanto a sua composição nutricional, o arroz preto é considerado um superalimento porque apresenta 30% de fibras a mais quando comparado ao arroz branco. Além disso, é rico em vitaminas A, B1, B2, B6, B12, cálcio, magnésio, zinco, ferro e possui 20% a mais de proteínas que o arroz comum.
Por contar com quantidade superior de fibras, o arroz negro proporciona maior saciedade. “Além de ser um pouco menos calórico que o arroz branco.”
Segundo o chef de cozinha Danilo Kapor, a textura firme e o sabor amendoado do arroz preto permite criar pratos ricos e marcantes. “É perfeito para acompanhar e harmoniza perfeitamente com um mix de cogumelos como shitake e shimeji. É possível preparar um risoto inesquecível com o arroz negro, mas como todo grão integral, seu cozimento leva um pouco mais de tempo, em média, de 50 minutos a uma hora”, diz.
“Precisa levar isso em conta para o preparo porque estará pronto quando atingir o ponto al dente.”
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