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Onças são mortas para produção de medicamentos

Após a morte, as onças são submetidas a um processo de cozimento que pode durar até uma semana (Foto: Proteção Animal Mundial)

A organização Proteção Animal Mundial está chamando atenção para a realidade das onças que estão sendo mortas no Brasil e no Suriname para produção de medicamentos e de “artigos de luxo”.

Segundo a entidade, além de ilegal, a captura é muito dolorosa porque as onças são baleadas várias vezes em território silvestre até se tornarem incapazes de fugirem. “Só nesse momento é que são mortas pelos caçadores”, explica.

Após a morte, as onças são submetidas a um processo de cozimento que pode durar até uma semana. A intenção é reduzir a massa corporal dos animais a uma pasta facilmente transportável. “Essa pasta é colocada em pequenos potes para que não seja apreendida e possa ser exportada, principalmente para a Ásia”, informa.

E acrescenta: “Apesar de não haver base científica, acredita-se que essa pasta, misturada com outros ingredientes, ajude no tratamento de dores como artrite, além de aumentar a vitalidade e expulsar toxinas do corpo.”

De acordo com a Proteção Animal Mundial, partes como dentes, pele e cabeça podem ser exportadas com outro fim. “Os dentes caninos das onças são as partes mais traficadas e são adquiridos para mostrar alto status social.”

Também há casos de filhotes de onças capturados vivos que são criados em gaiolas até serem vendidos como “iguaria”. “Há relatos de que um vinho também é produzido com os ossos das onças”, denuncia a entidade.

Segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, cerca de 38 milhões de animais são vítimas de tráfico no Brasil a cada ano.

Contra essa prática, a Proteção Animal Mundial criou uma petição – clique aqui para assinar.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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