Notícias

Pamela Anderson distribui dez mil kits veganos em cidades afetadas por incêndios florestais

“Os fazendeiros devem se afastar da pecuária e os governos devem agir” (Foto: Dave Benett/amfAR)

A atriz e ativista Pamela Anderson está distribuindo dez mil kits veganos em cidades do Canadá e EUA afetadas pelos mais recentes incêndios florestais.

Em parceria com a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), o objetivo é chamar a atenção para a importância de uma mudança de hábitos em benefício do planeta.

O kit inclui produtos alimentícios e sugestões de receitas veganas para iniciantes, além de informações sobre os benefícios ambientais em abdicar de alimentos de origem animal.

Segundo a PETA, Pamela Anderson teve a ideia de distribuir os kits depois de ler um relatório divulgado no início de agosto pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Segundo o relatório, as atividades humanas, incluindo a agropecuária, são responsáveis pelo aumento das temperaturas e aumento das secas, inundações e do nível do mar, além do derretimento das geleiras e dos incêndios florestais contínuos.

Pamela Anderson recomenda o veganismo

“Os fazendeiros devem se afastar da pecuária e os governos devem agir, mas até que o façam temos de assumir a responsabilidade de tentar salvar a Terra e as gerações futuras – e tornar-se vegano é um grande passo nessa direção”, diz Pamela Anderson.

Em campanha contra o desperdício de água lançada nos EUA em abril, a atriz e ativista alertou que para economizar água não basta ficar pouco tempo debaixo do chuveiro, que é preciso fechar também a “torneira” da agropecuária e das indústrias de carne e laticínios.

Para ajudar a reduzir o consumo de água em grande escala e beneficiar o meio ambiente, ela pediu para o público “dar uma chance” ao veganismo.

“Produzir meio quilo de carne usa tanta água quanto cerca de seis meses de banho”, afirmou Pamela Anderson em referência ao seu uso em todo o processo que envolve a criação, alimentação e abate de animais, além do processamento industrial, até a carne chegar ao prato do consumidor.

Gosta do trabalho da Vegazeta? Colabore realizando uma doação de qualquer valor clicando no botão abaixo: 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

2 dias ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

1 semana ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

2 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

3 semanas ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

1 mês ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

2 meses ago