De acordo com a organização World Animal Protection (WAP), a pesca fantasma atinge 70% dos mares brasileiros, incluindo áreas de proteção ambiental como unidades de conservação.
Em quantidade, pelo menos meia tonelada de equipamentos de pesca são descartados ou perdidos nos mares de 12 estados todos os dias. A estimativa é de que diariamente 69 mil animais marinhos correm o risco de serem mortos ou feridos por esses materiais no Brasil.
Entre os mais afetados estão baleias, tartarugas-marinhas, toninhas, tubarões, raias, garoupas, caranguejos, lagostas e aves costeiras. A cada ano a pesca fantasma provoca o declínio populacional de 5% a 30% de algumas espécies marinhas.
Um relatório divulgado na semana passada pela WAP revelou que as maiores empresas de pescado do país, como a Camil (proprietária das marcas Coqueiro e Pescador) e a Calvo (Gomes da Costa), receberam classificação de nível 5 e 4 do projeto “Fantasmas sob as Ondas”.
Isso significa que as empresas de pescado não estão preocupadas com a questão do descarte de materiais de pesca nos mares – irresponsabilidade que surge como consequência da pesca comercial.
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