O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 1908/2018, que cria o Dia Nacional do Rodeio, foi submetido à votação ontem (16) no Senado após a da semana passada ter sido cancelada. No entanto, o resultado foi previsível. O projeto foi aprovado e agora segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.
Defensor dos rodeios, o relator do PLC, senador Wellington Fagundes (PL-MT), disse que a iniciativa reconhece a “importância da atividade no Brasil”, onde são realizados mais de dois mil rodeios por ano. Segundo Fagundes, o rodeio gera empregos e movimenta a economia local.
Por outro lado, não houve menção ao fato de que tal geração de renda depende de forçar animais a participarem de uma atividade que impõe privação, estresse, sofrimento e redução de expectativa de vida – já que animais que se ferem nos rodeios são sacrificados caso já não sirvam à atividade.
O que surpreende também é que com a sanção de Bolsonaro o Dia Nacional do Rodeio será celebrado no dia 4 de outubro, data em que se comemora o Dia Mundial dos Animais e o Dia de São Francisco de Assis. Vale lembrar que o rodeio não é parte da identidade cultural brasileira, já que se trata de prática importada.
Para quem acredita na possibilidade de o presidente não sancionar o PLC, talvez seja válido lembrar que no dia 17 de agosto Jair Bolsonaro disse, durante a 64ª Festa do Peão Boiadeiro de Barretos (SP), que está ao lado dos apoiadores de rodeios e vaquejadas e declarou ser contra o “grupo do politicamente correto, que quer impedir festas desse tipo no Brasil”.
“Respeito todas as instituições, mas lealdade eu devo a vocês. O Brasil está acima de tudo. Neste momento em que muitos criticam a festa de peões e a vaquejada, quero dizer com muito orgulho que estou com vocês. Não existe politicamente correto. Existe o que precisa ser feito”, discursou.
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