O jornal britânico Telegraph publicou um artigo esta semana afirmando que fabricantes que não se adaptarem ao crescente número de veganos e vegetarianos podem ficar para trás.
O artigo cita que somente na Grã-Bretanha há cerca de 600 mil veganos e dois milhões de vegetarianos em todas as classes sociais – e que o estereótipo do hippie de sandálias já não condiz com a realidade. “Os números da The Vegan Society mostram que o número de veganos dobrou [em quatro anos]”, destaca e acrescenta que a disponibilidade de informações e o endosso de celebridades têm feito a diferença na ascensão do veganismo.
O Telegraph relata que campanhas que incentivam os consumidores a comerem menos carne tem dado resultados e levado pessoas para o vegetarianismo e para o veganismo, embora nem sempre. Em 2014, o projeto Veganuary, que convida pessoas a experimentarem um estilo de vida vegano, oferecendo instruções, registrou 3,3 mil participantes. Este ano, ainda estamos em julho e o número de inscritos subiu para 168.542. Rejeição à exploração animal e a busca por um estilo de vida mais ambientalmente consciente têm sido as prioridades de quem opta por se abster da exploração animal.
Empresas de alimentos como a britânica Quorn estão deixando de simplesmente oferecerem produtos para veganos – mas também estão se tornando veganas, considerando impacto e mirando o futuro. O mercado de substitutos de carne, que hoje vale 4,6 bilhões de dólares, deve chegar a 6,5 bilhões até 2023, segundo a empresa de pesquisa MarketandMarkets.
Outro exemplo do crescimento da demanda por produtos veganos é o The Vegetarian Butcher, da Holanda, apontado como o primeiro açougue vegano do mundo. Inaugurado em 2010, se expandiu para 15 países – da Suíça à China. “Tradicionalmente, os fabricantes de alimentos e cadeias de restaurantes que não querem ficar para trás lançaram seus próprios produtos sem carne”, enfatiza o Telegraph.
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