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Rainha Elizabeth II abandona uso de casacos de pele

A decisão foi bem recebida por organizações como a Humane Society International, Animal Aid e Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) (Foto: Tim Graham)

De acordo com o jornal britânico The Mirror, a Rainha Elizabeth II decidiu substituir o uso de peles por peles falsas. A publicação diz que a monarca tem sido criticada há anos por organizações que atuam defesa dos animais por usar casacos com peles reais, justificando que “ela deveria dar o exemplo”.

A confirmação foi feita por Angela Kelly, auxiliar e estilista da rainha. “Se Sua Majestade tiver de participar de um noivado durante clima particularmente frio, de 2019 em diante, peles falsas serão usadas para garantir que ela se mantenha bem aquecida”.

A decisão foi bem recebida por organizações como a Humane Society International, Animal Aid e Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais. “Realmente esperamos que a rainha aceite esses tempos mais iluminados e escolha usar algo mais humano no futuro”, comentou a PETA.

“A rainha não deve usar peles – é simples assim”, declarou o diretor da Animal Aid, Andrew Tyler ao saber da notícia.

Campanha brasileira da Soama reprova uso de peles 

No Brasil, a Sociedade Amigos dos Animais (Soama), de Caxias do Sul (RS), lançou em este ano uma campanha contra o uso de peles. Intitulada “Quem usa pele veste a morte”, a iniciativa enfatiza que não faz sentido usar a pele de um animal para cobrir o corpo quando há alternativas que não envolvem exploração, violência e morte de animais.

“Esta campanha é inspirada em dezenas de jovens que já vimos em vários lugares usando peles de animais”, informa a diretora de marketing da Soama, Natasha Oselame Valenti, acrescentando que a proposta é reforçar que nenhum suposto glamour justifica a crueldade animal.

No Rio Grande do Sul e em alguns outros estados do Sul e Sudeste do Brasil há empresas que investem nesse mercado, inclusive importando peles de animais abatidos em outros países.

“Os animais que são criados para este fim adquirem comportamentos neuróticos e praticam até mesmo automutilação e canibalismo. Desenvolvem comportamento psicótico e chegam a bater suas cabeças nas grades das gaiolas, movendo-se furiosamente de um lado para o outro”, lamenta Natasha.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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