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Rússia inicia processo de libertação de 100 baleias

A campanha pela libertação das belugas e orcas na Rússia começou em novembro de 2018 (Foto: Getty)

A Rússia iniciou ontem (20) o processo de libertação de 100 orcas e belugas mantidas em cativeiro por meses no extremo Oriente do país. A decisão de libertá-las veio após uma onda de protestos e apelos internacionais de defensores dos direitos animais, além de algumas celebridades como o ator Leonardo DiCaprio.

Ontem, duas orcas e seis belugas foram libertadas e o momento foi transmitido pela TV. Depois de passarem quase oito meses em reservatórios de água, as baleias percorrerão mais de 1,7 mil quilômetros até chegarem às Ilhas Shantar, no Mar de Okhotsk, onde foram capturadas no ano passado.

A decisão de soltá-las no seu próprio habitat foi influenciada pelo apelo de um grupo internacional de cientistas e especialistas em mamíferos marinhos, incluindo Jean-Michel Cousteau, da Ocean Futures Society e Charles Vinick, diretor executivo do Whale Sanctuary Project.

As baleias haviam sido capturadas por quatro empresas privadas que se valeram de brechas na lei russa para obter permissão para capturar esses animais com a finalidade de vendê-los à China, onde passariam o resto de suas vidas se apresentando em parques temáticos.

Em março , o ministro da ecologia, Dmitry Kobylkin havia confirmado que as baleias seriam libertadas, mas enfatizou que isso não poderia ser feito de qualquer jeito. Então elas começaram a ganhar a liberdade ontem.

A campanha pela libertação das belugas e orcas na Rússia começou em novembro de 2018 por iniciativa da russa Anastasia Ivanova, que denunciou que havia a possibilidade dos animais serem encaminhados para aquários na China, onde seriam usados como entretenimento.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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  • A China é uma exploradora assumida, é claro que todo país que explora ou mata seres sencientes inocentes comete um crime irreversível. A China que nos aguarde!

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