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Estudo aponta semelhanças entre as emoções das vacas e dos humanos

Animais mais vulneráveis ao estresse têm muito mais propensão a adoecer (Acervo: Midwest Dairy)

No mês passado foi publicado na revista Scientific Reports um estudo da Universidade da Colúmbia Britânica que aborda as peculiaridades das emoções das vacas leiteiras. Segundo o trabalho, elas podem ser otimistas ou pessimistas desde a tenra idade, e suas perspectivas inerentes podem antecipar a capacidade de lidar com o estresse.

O trabalho, que surgiu com o propósito de avaliar se traços da personalidade das vacas e das bezerras podem afetar suas vidas sociais, aponta semelhanças entre o mundo humano e bovino. Embora tenha sido desenvolvido com a finalidade de “ampliar o bem-estar dos animais nas fazendas”, o estudo revelou que há animais que podem ser mais otimistas e outros mais pessimistas, assim como as pessoas.

Para avaliar isso, foram colocados em prática testes de estresse com bezerras de 25 a 50 dias de idade por quatro meses após a identificação dos traços de personalidade. De acordo com a pesquisa, os animais mais pessimistas são mais “vocais” e normalmente apresentam temperatura corporal mais elevada diante de situações de estresse, ansiedade, medo, etc.

Um dos autores, Bejamin Lecorps, informa que normalmente a temperatura dos olhos aumenta quando uma bezerra, que mais tarde será explorada como vaca em uma fazenda leiteira, se sente ameaçada; isso acontece porque o sistema nervoso simpático é ativado e aumenta o fluxo sanguíneo na região dos olhos. São características e reações similares às humanas. O trabalho também conclui que animais mais vulneráveis ao estresse têm muito mais propensão a adoecer.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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