Este mês, na série “Moradores da Floresta”, a organização WWF Brasil apresenta o tatu mais raro do mundo que habita a Amazônia, embora tatus também sejam típicos de savanas e cerrados.
Conhecido como tatu-canastra, o animal de hábitos noturnos é apresentado na série por meio de uma câmera escondida instalada na floresta amazônica. As imagens são consideradas raras porque ele passa boa parte do tempo sob o solo, o que dificulta sua visualização e explica por que há poucas informações disponíveis sobre a espécie.
O canastra não é o único dos tatus que vivem na Amazônia. No bioma, é possível encontrar também tatu-rabo-de-couro, tatu-galinha e tatu-de-quinze-quilos. Mas o tatu-canastra acaba se destacando por ter um metro de comprimento e pesar 60 quilos.
Com sua grossa carapaça, ele consegue não apenas se proteger de predadores, mas também usá-la como escudo contra arranhões e espinhos. Segundo a WWF Brasil, muitas pessoas não sabem que os tatus podem servir como hospedeiros de doenças como hanseníase, leishmaniose e doença de Chagas.
“O que significa que quem caça ou come tatu corre o risco de contrair essas enfermidades”, aponta. Recentemente, um estudo publicado na revista PLoS Neglected Tropical Diseases, revelou que 62% dos tatus-galinha do estado do Pará apresentam sinais de exposição à bactéria que causa a hanseníase, também conhecida como lepra ou doença de Hansen. Porém, os pesquisadores concluíram que os seres humanos que começaram transmitindo a doença para esses animais.
O canastra, assim como tatus menores, também se alimenta de insetos e vegetais, e suas garras são utilizadas principalmente para escavar tocas e abrir cupinzeiros.
“O combate à caça ilegal e a existência de áreas protegidas são muito importantes para a sobrevivência dessas espécies”, informa o episódio “Tatus da Amazônia”, da série “Moradores da Floresta” disponibilizada no YouTube.
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