Opinião

O que você sabe sobre a exploração de ovelhas e carneiros?

Também há um mercado consumidor para o cordeiro, que é o carneiro ainda filhote (Foto: Aitor Garmendia/Tras Los Muros)

Ovelhas e carneiros são mais conhecidos no Brasil por servirem como matéria-prima para a indústria de lã. Mas também há um mercado consumidor para o cordeiro, que é o carneiro ainda filhote.

Morte nos primeiros meses

A carne de cordeiro é bastante valorizada quando o animal tem entre cinco e seis meses. No caso de animais da raça Dorper, o abate é feito a partir dos três meses.

Porém, o que determina o envio para o abate é a qualidade da carne e se o produtor tem interesse em usá-lo ou não como reprodutor. Caso contrário, mata-se nos primeiros meses um animal que tem longevidade semelhante a de um cão.

No mais tardar, carneiros com dois anos e ovelhas com seis anos são enviados ao matadouro. Isto porque como os níveis de reprodução de ovelhas e carneiros caem nessa faixa etária, eles são considerados velhos e financeiramente inviáveis pelos produtores.

Podem viver por até 20 anos

Como não são mais vistos como “boa matriz”, o destino desses animais, que muita gente pensa que são apenas tosquiados (sem considerar forma e impacto) e “têm uma vida feliz” até os seus últimos dias, é o matadouro.

Em qualquer parte do mundo é comum carneiros e ovelhas explorados como produtos morrerem de forma precoce, independente da finalidade da criação. Não é difícil chegar a essa conclusão se considerarmos que eles são mortos nos primeiros anos de vida, mesmo tendo uma expectativa de vida de 12 anos que pode ser estendida a 20 anos.

São mortos nos primeiros anos de vida, mesmo tendo uma expectativa de vida de 12 anos que pode ser estendida a 20 anos (Foto: Aitor Garmendia/Tras Los Muros)
David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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