Recentemente, a filósofa Sônia T. Felipe, doutora em filosofia moral e teoria política, e referência em direitos animais no Brasil, lançou o livro “Carnelatria: escolha omnis vorax mortal”, que discute como a dieta baseada em alimentos de origem animal, como carnes, ovos e laticínios, tem contribuído para a devastação da vida animal e do planeta.
No primeiro capítulo, Sônia Felipe apresenta informações e argumentos envolvendo questões como a necessidade de proteínas. “Como se precisássemos dos animais para nos fornecer proteínas, quando elas estão fartamente distribuídas pelos alimentos vegetais”, frisa. Além de abordar também o consumo do “corante carmim”, extraído do inseto cochonilha, a filósofa moral discute a chamada “mizooginia”, que é o desprezo pelas fêmeas animais não humanas exploradas na produção de carnes, queijos e ovos.
O “zooinfantício”, que diz respeito aos animais mortos principalmente nos primeiros dias e nas primeiras semanas de vida para atender à indústria de alimentos de origem animal, também é discutido. Segundo Sonia, inclusive com dados e cálculos da idade dos bebês e infantes das espécies reduzidas a alimentos, reais vítimas da dieta onívora mortal.
O segundo capítulo é dedicado à questão da devastação animal e ambiental, incluindo o aquecimento global acelerado pela emissão de gases do efeito estufa emitidos por bovinos e suínos. “E neste capítulo foi transformado em números o tanto de água devastada para alimentar, hidratar e abater os animais (bois, vacas, porcos e porcas, galinhas e frangos), e o quanto de água cada um dos alimentos extraídos dos animais devastou”, enfatiza.
No livro “Carnelatria”, a autora informa que o Brasil é o maior matador “per capita” de animais do mundo e traz detalhes sobre a exorbitante quantidade de grãos e cereais usados anualmente no manejo alimentar de animais criados para consumo.
O terceiro capítulo versa sobre a “propaganda medicinal dos alimentos de origem animal”. Ou seja, a obtusa ideia de que é essencial obter proteínas e cálcio a partir de carnes, ovos e laticínios. No quarto capítulo, “Ecocídio”, Sônia aborda os químicos ecocidas e à questão da devastação da biodiversidade – representada pela extinção das abelhas e pela morte em massa dos seres que habitam as águas oceânicas e costeiras.
O quinto e último capítulo é sobre justiça ambiental e ética animalista abolicionista, que se volta à recuperação do conceito de ética e justiça ambientais – o que inclui ampliar o círculo da moralidade a partir do respeito e zelo pela vida de todas as espécies terráqueas. “Carnelatria é resultado de estudos e pesquisas que se estenderam por mais de 20 anos, intensificados nos dois últimos anos, dando corpo ao texto final de 378 páginas”, revela a autora que traz muitas informações, reflexões e referências técnico-científicas. “Carnelatria: escolha omnis vorax mortal” está à venda por R$ 57 com frete incluso. Pedidos podem ser feitos pelo e-mail galactolatria@gmail.com
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Prezados
Tirar a vida gera karma negativo. Tirar a vida de animais "domésticos", que nos acompanham ao longo dos séculos, é pior ainda... Já estamos percebendo o retorno de tanta crueldade com animais indefesos. Aprender com nossos erros ou perecer, inexoravelmente: eis nosso futuro...