Categorias: Notícias

Sônia T. Felipe lança novo livro sobre o impacto do consumo de animais

O livro está à venda por R$ 57 com frete incluso (Imagem: Reprodução)

Recentemente, a filósofa Sônia T. Felipe, doutora em filosofia moral e teoria política, e referência em direitos animais no Brasil, lançou o livro “Carnelatria: escolha omnis vorax mortal”, que discute como a dieta baseada em alimentos de origem animal, como carnes, ovos e laticínios, tem contribuído para a devastação da vida animal e do planeta.

No primeiro capítulo, Sônia Felipe apresenta informações e argumentos envolvendo questões como a necessidade de proteínas. “Como se precisássemos dos animais para nos fornecer proteínas, quando elas estão fartamente distribuídas pelos alimentos vegetais”, frisa. Além de abordar também o consumo do “corante carmim”, extraído do inseto cochonilha, a filósofa moral discute a chamada “mizooginia”, que é o desprezo pelas fêmeas animais não humanas exploradas na produção de carnes, queijos e ovos.

O “zooinfantício”, que diz respeito aos animais mortos principalmente nos primeiros dias e nas primeiras semanas de vida para atender à indústria de alimentos de origem animal, também é discutido. Segundo Sonia, inclusive com dados e cálculos da idade dos bebês e infantes das espécies reduzidas a alimentos, reais vítimas da dieta onívora mortal.

O segundo capítulo é dedicado à questão da devastação animal e ambiental, incluindo o aquecimento global acelerado pela emissão de gases do efeito estufa emitidos por bovinos e suínos. “E neste capítulo foi transformado em números o tanto de água devastada para alimentar, hidratar e abater os animais (bois, vacas, porcos e porcas, galinhas e frangos), e o quanto de água cada um dos alimentos extraídos dos animais devastou”, enfatiza.

No livro “Carnelatria”, a autora informa que o Brasil é o maior matador “per capita” de animais do mundo e traz detalhes sobre a exorbitante quantidade de grãos e cereais usados anualmente no manejo alimentar de animais criados para consumo.

O terceiro capítulo versa sobre a “propaganda medicinal dos alimentos de origem animal”. Ou seja, a obtusa ideia de que é essencial obter proteínas e cálcio a partir de carnes, ovos e laticínios. No quarto capítulo, “Ecocídio”, Sônia aborda os químicos ecocidas e à questão da devastação da biodiversidade – representada pela extinção das abelhas e pela morte em massa dos seres que habitam as águas oceânicas e costeiras.

O quinto e último capítulo é sobre justiça ambiental e ética animalista abolicionista, que se volta à recuperação do conceito de ética e justiça ambientais – o que inclui ampliar o círculo da moralidade a partir do respeito e zelo pela vida de todas as espécies terráqueas.  “Carnelatria é resultado de estudos e pesquisas que se estenderam por mais de 20 anos, intensificados nos dois últimos anos, dando corpo ao texto final de 378 páginas”, revela a autora que traz muitas informações, reflexões e referências técnico-científicas. “Carnelatria: escolha omnis vorax mortal” está à venda por R$ 57 com frete incluso. Pedidos podem ser feitos pelo e-mail galactolatria@gmail.com

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Visualizar comentários

  • Prezados
    Tirar a vida gera karma negativo. Tirar a vida de animais "domésticos", que nos acompanham ao longo dos séculos, é pior ainda... Já estamos percebendo o retorno de tanta crueldade com animais indefesos. Aprender com nossos erros ou perecer, inexoravelmente: eis nosso futuro...

Posts Recentes

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

4 semanas ago

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal?

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…

1 mês ago

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos?

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…

1 mês ago

O consumo humano transforma animais em prisioneiros de seus próprios corpos

A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…

2 meses ago

Animais, pela ética do amor ou do cuidado?

Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…

2 meses ago

Por que não é uma boa ideia usar o termo “feito de plantas”

Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…

2 meses ago