Notícias

Subway, Starbucks e Habib’s aparecem no topo do ranking da crueldade animal

(Imagens: Shutterstock/Subway Eat Cruelty/Open Wing Alliance/Shutterstock)

Um relatório divulgado esta semana pela organização Proteção Animal Mundial coloca Subway, Starbucks e Habib’s como as redes de fast-food que mais estão contribuindo com a crueldade animal do sistema intensivo de produção.

“Subway, Starbucks e Habib’s amargaram as piores posições do ranking. O mesmo acontece com o grupo de supermercados Cencosud, que no Brasil detém marcas como GBarbosa, Bretas, Perini e Presunic.”

Segundo a organização, Habib’s e Starbucks, que já estavam em níveis bem ruins, 6 e 5 do ranking, mantiveram a posição de 2020. “A surpresa ficou com o Subway que caiu do nível 4, em 2019, para o nível 5 na avaliação atual”, destaca.

Realizado com o apoio da Proteção Animal Mundial e da Compassion in World Farming desde 2012, o Business Benchmark on Farm Animal Welfare (BBFAW) traz uma lista de quais são as empresas do ramo alimentício que mais contribuem com a crueldade animal.

“Precisamos monitorar anualmente os 50 bilhões de animais do mundo que são criados em sistemas industriais intensivos. As práticas cruéis desse modelo de produção não apenas sujeitam os animais a condições precárias, mas também nos expõem a potenciais doenças e riscos”, diz o CEO da Proteção Animal Mundial, Steve McIvor.

Clique aqui para ler o relatório completo.

Sobre a posição da Starbucks no ranking, a assessoria de comunicação da rede no Brasil entrou em contato com a Vegazeta declarando o seguinte:

“Em relação ao ranking da 9ª edição do Business Benchmark on Farm Animal Welfare (BBFAW), a SouthRock, operadora e licenciadora master da Starbucks no Brasil desde 2018, esclarece que os produtos comercializados no país são produzidos por fornecedores locais – desde a matéria-prima até à finalização. Em conjunto com esses fornecedores e colaboradores, a companhia tem trabalhado constantemente para ajustar sua cadeia de suprimentos, a fim de que possa estar em linha com as exigências necessárias de padrões de bem-estar animal até o final deste ano.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

1 semana ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

1 mês ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

2 meses ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago