De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o tráfico de animais silvestres é o terceiro maior do mundo, ficando atrás apenas do tráfico de drogas e armas.
E essa prática, assim como a caça, faz com que o Brasil tenha 1173 espécies da fauna ameaçadas de extinção, conforme informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Do total, 234 são aves.
“As aves correspondem ao maior número de apreensões, e os papagaios estão entre as espécies mais vulneráveis, muito procurados como animais de estimação”, informa o ICMBio.
Só em 2018, a Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul registrou apreensão de 143 animais silvestres, sendo a maior parte filhotes de papagaios. Um número considerado baixo em comparação a 2017, quando foram apreendidos 521.
Na tentativa de combater essa prática, o Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Papagaios tem capacitando agentes para atuarem na identificação, manejo em campo e destinação de papagaios apreendidos durante operações de fiscalização.
Entre as espécies da fauna brasileira em risco estão o papagaio-verdadeiro, papagaio-charão, papagaio-de-peito-roxo, papagaio-de-cara-roxa, papagaio-chauá e papagaio-moleiro. São espécies que habitam diferentes biomas do país, e além do tráfico, sofrem com a redução de habitat.
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