Não há alimentos ou outros produtos de origem animal se não nos apropriarmos do que pertence a seres sencientes de outras espécies. Nessa apropriação nos colocamos em posição de dominância e de exercício de arbitrariedade.
Afinal, passamos a estimular e a financiar a geração de vidas de outras espécies somente para atender interesses pautados em nossos gostos e vontades – e nisso também subsiste a flama do capricho.
O que significa que os interesses dos animais não importam quando queremos usufruir daquilo que não é essencialmente produzido por nós, mas que gostamos de dizer que sim, já que temos os instrumentos necessários para favorecer tal produção.
Mas se o que dizemos que produzimos não é gerado por nós, e sim consequência da apropriação, como podemos dizer que somos produtores?
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