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Cresce o número de veganos com mais de 60 anos

Anne Fraser, dos EUA, que se tornou vegana três semanas antes de completar 96 anos (Foto: Reprodução)

Atualmente está crescendo o número de veganos com mais de 60 anos. A prova disso é que diferente das décadas anteriores, hoje não é “impossível” ou tão difícil encontrar homens e mulheres com mais de 60 anos ou até mais de 70 anos revendo seus hábitos alimentares e optando por se abster do consumo de produtos de origem animal. O jornal britânico Telegraph endossou a mudança este mês.

Um exemplo de que não existe idade para aderir ao veganismo é a estadunidense Anne Fraser, que decidiu se tornar vegana faltando três semanas para o aniversário de 96 anos:

“Eu sempre terminei todas as minhas aulas [de ioga] com a oração ‘Que todos os seres sejam felizes e livres’ e depois de me tornar vegana, e aprendendo como nosso sistema de agricultura animal é desumano e cruel, percebi que eu não estava fazendo a minha parte. Eu estava orando para que todos os animais fossem felizes e livres, mas não contribuía ao consumir produtos de origem animal. Agora, quando digo essa oração, isso tem um significado mais profundo para mim”, revelou em publicação do tabloide britânico Metro.

Anne, que foi influenciada pela neta, diz que nunca se sentiu tão bem quanto depois que se tornou vegana. Ela cita uma versão saudável do “mac and cheese” vegano e tâmaras como seus alimentos preferidos.

Além das implicações morais e éticas da criação de animais para consumo, o que inclui a crueldade contra seres não humanos e o impacto para o meio ambiente, muitos idosos têm visto em uma dieta livre de alimentos de origem animal uma oportunidade de viver mais e melhor, segundo o Imperial College Healthcare NHS Trust, de Londres, na Inglaterra.

“Parece que uma [boa] dieta vegana pode não apenas reduzir a ascensão do diabetes, como parte de um plano de perda de peso, mas também pode ajudar com problemas renais”, declarou o médico Frank Miskelly, consultor de atendimento a idosos do NHS Trust, em entrevista ao Telegraph este mês.

De acordo com Miskelly, as dietas hiperproteicas associadas ao consumo de carne podem prejudicar os rins. “A perda de peso também pode ajudar com a síndrome metabólica, doença ocidental associada à obesidade, pressão alta e colesterol alto”, apontou o médico.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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