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Vinho vegano de uvas Gamay tem boa procura no Brasil

Vinho é preparado por um processo ancestral com leveduras selvagens e seu amadurecimento não envolve passagem por barrica, segundo a miolo (Fotos: Divulgação)

Um dos lançamentos da safra 2020 da Vinícola Miolo, de Bento Gonçalves (RS), ganhou um selo de produto vegano concedido pela The Vegan Society, da Inglaterra, mais conhecida pela formulação dos termos vegano e veganismo em 1944. Isso significa que não há utilização de nada de origem animal no processo de produção.

Com boa procura, o vinho fino tinto seco Miolo Wild Gamay Nouveau, que ainda pode ser encontrado à venda por preços que variam de R$ 35 a R$ 65, já está fora de estoque em algumas lojas, inclusive da Miolo.

Livre da adição de sulfitos, o Wild Gamay, inspirado no Beaujolais, é preparado por um processo ancestral com leveduras selvagens e seu amadurecimento não envolve passagem por barrica, segundo a miolo.

Uvas provenientes dos vinhedos do Seival

Além disso, o produto é classificado como tendo alta intensidade aromática e alta tipicidade proporcionada pelo processo de maceração carbônica – com aromas de morango, goiaba e maçã caramelada.

As uvas utilizadas pela Miolo são da variedade Gamay proveniente dos vinhedos do Seival da região da Campanha Meridional.

“Este vinho é produzido pelo processo de maceração carbônica de cachos inteiros e a partir da safra 2020 passamos a vinificar sem adição de sulfitos e sem adição de leveduras selecionadas, passando a usar leveduras selvagens da uva Gamay do Seival”, reforça.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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