De acordo com um estudo divulgado na semana passada pela organização WWF-Brasil, durante o IX Congresso de Unidades de Conservação (CBUC) em Florianópolis, das 316 unidades de conservação federais e estaduais da Amazônia, 110 estão ameaçadas por projetos de infraestrutura.
“Pará e Amazonas são os estados que concentram o maior número das áreas sob risco por esses projetos. O desmatamento aparece como fator de pressão em 204 UCs no bioma amazônico e atinge áreas de proteção integral e de uso sustentável”, informa o relatório.
Em 181 unidades de conservação, os pesquisadores notaram a existência de pastagens ilegais, além de sobreposição de limites definidos pelo Cadastro Ambiental Rural em 247 unidades. “Em 29 unidades, essa sobreposição atinge a totalidade da área, abrindo brechas, em alguns casos, para a grilagem de terras”, denuncia o estudo.
A WWF-Brasil revela que os indicadores de pressão sobre as UCs identificados no estudo, entre os quais projetos de infraestrutura, desmatamento e sobreposição ao Cadastro Ambiental Rural, são apenas alguns dos fatores por trás das tentativas de extinção, redução ou recategorização de áreas protegidas na Amazônia:
“Somam-se a eles, a pressão de políticos com interesses diversos que vão desde a extração de recursos naturais à ocupação irregular das terras. As investidas se dão principalmente por iniciativas de parlamentares.”
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