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2019 foi o segundo ano mais quente já registrado

Desde os anos 1980, cada década é mais quente que a anterior (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O ano de 2019 foi o segundo mais quente já registrado, ficando atrás de 2016, de acordo com a análise consolidada da Organização Meteorológica Mundial (OMM) feita a partir dos principais conjuntos de dados internacionais.

As temperaturas médias para os períodos de cinco anos (2015-2019) e de dez anos (2010-2019) foram as mais altas já registradas. Desde os anos 1980, cada década é mais quente que a anterior. A expectativa é de que essa tendência continue devido aos níveis recordes de gases de efeito estufa que retêm o calor na atmosfera.

Tendo como base a média dos cinco conjuntos de dados usados ​​na análise consolidada, a temperatura global anual em 2019 foi 1,1°C mais quente que a média de 1850-1900, usada para representar condições pré-industriais. O ano de 2016 continua sendo o mais quente já registrado devido à combinação de um evento El Niño muito forte, que teve impacto de aquecimento, com as mudanças climáticas de longo prazo.

“A temperatura média global aumentou cerca de 1,1°C desde a era pré-industrial e o conteúdo de calor do oceano está em um nível recorde”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas. “No caminho atual das emissões de dióxido de carbono, estamos seguindo para um aumento de temperatura de 3 a 5 graus Celsius até o final do século.”

As temperaturas são apenas parte da história. O ano e a década passados ​​foram caracterizados pela diminuição das geleiras, níveis recordes de aumento do nível do mar, da temperatura e da acidificação dos oceanos e de condições climáticas extremas.

Esses eventos têm grandes impactos na saúde e no bem-estar dos seres humanos, animais e do meio ambiente, conforme destacado pela Declaração Provisória da OMM sobre o Estado do Clima Global em 2019, apresentada na Conferência de Mudança Climática da ONU, COP25, em Madri. A declaração completa será publicada em março de 2020.

“O ano de 2020 começou onde 2019 parou — com clima de alto impacto e eventos relacionados. A Austrália teve o ano mais quente e seco já registrado em 2019, estabelecendo o cenário para os enormes incêndios florestais que foram tão devastadores para pessoas e propriedades, vida selvagem, ecossistemas e meio ambiente”, disse Taalas.

“Infelizmente, esperamos ver muitos eventos climáticos extremos ao longo de 2020 e nas próximas décadas, alimentados por níveis recordes de gases de efeito estufa na atmosfera”, disse Taalas.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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