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Mais de cinco mil dromedários já foram mortos na Austrália

Moradores reclamavam que os animais estavam entrando nas comunidades e causando estragos na busca por água para aplacar a sede (Foto: iStock)

Mesmo com a repercussão e com apelo internacional para impedir o abate de dez mil dromedários na Austrália, mais de cinco mil animais já foram mortos a tiros no país, segundo informações divulgadas ontem (15) pelo noticiário 9News, da rede australiana Nine.

A confirmação foi dada pelo conselho administrativo das terras aborígines Anangu Pitjantjatjara Yankunytjatjara (APY), no Sul da Austrália, região atingida pela seca. Os moradores reclamavam que os animais estavam entrando nas comunidades e causando estragos na busca por água para aplacar a sede.

O administrador geral da APY, Richard King, disse que os animais foram abatidos “da forma mais humana possível”. “Foi necessário porque os camelos estavam prejudicando as fontes de água da comunidade, ficando presos e morrendo dentro dos poços de água”, acrescentou King ao 9News.

O administrador da comunidade habitada por 2,3 mil pessoas declarou ainda que eles são gratos pela preocupação dos ativistas dos direitos animais em relação aos dromedários, mas que “há desinformação significativa sobre a realidade da vida dos animais selvagens não nativos em um dos lugares mais áridos e remotos do mundo”.

E complementou: “Como guardiões desta terra, precisamos lidar com uma praga de uma maneira que proteja o valioso abastecimento de água das comunidades, colocando em primeiro lugar a vida de todos, incluindo crianças pequenas, idosos, e flora e fauna nativas.”

Os dromedários, que não são nativos da região, foram introduzidos na Austrália a partir da Índia e Afeganistão no século 19, e para serem utilizados como meio de transporte de carga.

Uma petição foi criada para tentar impedir a matança de dromedários. Você pode conferir clicando aqui. 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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