A organização Elefantes Sem fronteiras divulgou esta semana que encontrou 87 elefantes mortos perto de um santuário da vida selvagem em Botsuana. Os animais foram assassinados por caçadores em uma área onde a caça é proibida. Ainda assim, os mataram e extraíram suas presas.
“Estou chocado, completamente perplexo. A escala de caça aos elefantes é de longe a maior que já vi ou li sobre qualquer lugar da África até hoje”, disse Mike Chase, da Elefantes Sem Fronteiras, lembrando que Botsuana tem a maior população de elefantes do mundo, mas os caçadores estão violando suas fronteiras.
As 87 carcaças de elefantes foram encontradas perto de um santuário do Delta do Okavango, que atrai turistas do mundo todo. “As pessoas nos alertaram sobre um problema iminente de caça furtiva e pensamos que estávamos preparados para isso”, declarou Chase, apontando que o desarmamento da unidade anti-caça se tornou um agravante.
A Great Elephant Census estima que um terço dos elefantes africanos foram mortos na última década, e 60% dos elefantes da Tanzânia foram mortos em cinco anos. Botsuana é conhecida pela baixa tolerância em relação a caçadores, inclusive isso explica a migração de elefantes da Angola, Namíbia e Zâmbia para o país, considerado o mais seguro para os elefantes africanos. Mas, ainda assim, Botsuana está se tornando alvo de novas estratégias de caçadores profissionais.
De acordo com a Born Free Foundation, organização britânica que atua em defesa da vida selvagem, um elefante é caçado e morto a cada 25 minutos por causa da demanda global de marfim que financia o comércio legal e ilegal. Na Ásia, o quilo do marfim bruto, usado na medicina oriental, é comercializado por pelo menos R$ 2,2 mil.
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