Notícias

Artesã cria linha vegana de forminhas sustentáveis

“Estou testando outros ingredientes e cores também. Como as forminhas são em tecido, não há risco de amassar. Também não é preciso jogar fora”, destaca Doralice (Fotos: Divulgação)

Amora, jabuticaba, uva, morango, urucum, açafrão, cúrcuma, erva-mate, chá verde, chá preto e café. Esses são os ingredientes que a artesã Doralice Aparecida da Silva, de Embu-Guaçu (SP), tem usado para dar cor a uma linha de forminhas sustentáveis para doces e lembrancinhas.

“É uma linha vegana com tingimento natural e livre de corantes de origem animal. Utilizo apenas frutas, legumes, chás e temperos”, explica.

Como Doralice mora em uma chácara, as matérias-primas são cultivadas na propriedade. “As forminhas são em forma de rosas. Utilizo o que produzo para fazer o tingimento natural das pétalas”, reforça.

“A cada fruta que colhia, eu fazia uma cor, deixava secar e montava. Isso me motivou a criar a linha vegan.” A artesã acrescenta que com esses ingredientes é possível confeccionar forminhas em tons claros, mesclados e escuros.

Produção teve início há quatro meses

“Estou testando outros ingredientes e cores também. Como as forminhas são em tecido, não há risco de amassar. Também não é preciso jogar fora”, destaca.

Há quatro meses produzindo a nova linha, Doralice conta que o desafio no início foi garantir que os produtos não sofressem perda ou alteração de cores com o passar do tempo.

“Como são ingredientes naturais, esse risco só existe se as forminhas forem mal acondicionadas. Além disso, tenho usado canela no processo de conservação”, revela.

Doralice está comercializando seus produtos e esclarecendo dúvidas por meio de contato via Instagram (@forminhas_dora.artesanato) e WhatsApp – (11) 97574-7555.

No dia 26 de novembro, a empreendedora participará de uma live falando sobre tingimento natural.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

20 horas ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

1 semana ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

2 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

3 semanas ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

1 mês ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

2 meses ago