Sebastian Domaschke é um tatuador alemão que se especializou em tatuagens old school, um estilo clássico marcado por linhas grossas e uma paleta limitada de cores, que remete ao período entre guerras. Ou seja, quando havia poucos recursos para os tatuadores e era preciso usar ainda mais a criatividade.
Em Berlim, o seu estúdio situado no número 10243 em Friedrichshain é bastante procurado por veganos. O motivo? Ele não usa nada de origem animal ou testado em animais e ganhou fama internacional pela qualidade de suas tatuagens. Domaschke já trabalhou com temas como o especismo (discriminação baseada na espécie) e libertação animal, além de referências ao grupo de ação direta britânico Animal Liberation Front (ALF), fundado em 1976 por Ronnie Lee, conhecido por libertar muitos animais de situações de exploração e maus-tratos.
Ao zine alemão Polytox, Domaschke relatou que encara cada sessão de tatuagem como um ato ritual no qual, na melhor das hipóteses, o corpo, a mente e a alma são estimulados. “Ao perguntar e discutir, juntamente com o cliente o motivo de cada tatuagem, ganho uma compreensão espiritual de seu motivo. A maioria das pessoas escolhe um motivo de maneira inconsciente ou intuitiva. Não há nada de errado com isso, mas acho que é possível aumentar enormemente o valor de uma tatuagem se alguém estiver ciente de todos os aspectos. Ao transmitir o motivo ao corpo e à dor associada, o nível sensorial é ativado”, explica.
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