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Centenas de ativistas dos direitos animais marcharam pelas ruas de Paris no sábado

Segundo a Associação L214, a estimativa é de que três a quatro mil pessoas participaram da Marcha Vermelha (Fotos: L214/Instagram)

No sábado, centenas de ativistas dos direitos animais de diversos grupos marcharam pelas ruas de Paris pedindo o fechamento de todos os matadouros. Na manifestação a favor da libertação dos animais da exploração humana, e que recebeu o nome de Marcha Vermelha, os ativistas, que usavam camisetas vermelhas, soavam tambores e gritavam frases contra a exploração animal.

A intenção foi denunciar o massacre de animais para consumo humano. Algumas placas e cartazes traziam frases como: “Por trás de cada pedaço de carne há um ser sensível”. Durante o protesto organizado pela Associação L214, os ativistas destacavam as condições de vida dos animais e a maneira como eles são transportados e mortos.

Segundo a Agência France-Presse, alguns ativistas foram presos depois de jogarem sangue falso sobre a estátua de Marianne – que simboliza a república francesa, e se situa na Place de La République, no centro de Paris.

“Estamos aqui para dizer que não é porque um indivíduo é diferente de nós que tem menos valor”, disse Hugo Bouxom, da L214, à AFP, acrescentando que é equivocado valorizar mais o paladar do que a vida dos animais.

Ativistas do movimento Boucherie Abolition afirmaram que querem o fim completo do “holocausto” da criação de animais para abate, que descrevem como “genocídio” e “um grande crime da humanidade”. Segundo a Associação L214, a estimativa é de que três a quatro mil pessoas participaram da Marcha Vermelha.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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