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Deputado Antônio Furtado (PSL-RJ) defende que ampliação de pena contra maus-tratos aos animais pode facilitar o trabalho da polícia

“Estamos sim em um novo tempo, um tempo em que os animais não estão sendo vistos apenas como se fossem coisas, mas como sujeitos de direitos” (Fotos: Agência Câmara/Getty Images)

Na semana passada, em entrevista ao programa Jogo Rápido, da Agência Câmara, o deputado Delegado Antônio Furtado (PSL-RJ), coordenador do estado do Rio de Janeiro da defesa da causa animal, disse que a ampliação da pena para quem pratica maus-tratos aos animais pode dar mais autonomia à polícia para prender os agressores em flagrante.

“Há dez anos eu já acompanhava casos de maus-tratos de animais e a pessoa assinava um termo de compromisso e era liberada”, cita Furtado e acrescenta que ainda hoje o agressor só precisa comparecer ao juizado especial – isto “porque se trata de um crime de menor potencial ofensivo”, segundo a atual legislação brasileira.

O deputado enfatiza que iniciativas como a do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que teve o seu projeto aprovado pelo Senado no final do ano passado, e que visam alterar a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, ampliando a pena contra maus-tratos, são realmente válidas para garantir mais proteção aos animais.

Antônio Furtado defende que crimes contra animais são realmente graves: “A gente não pode aceitar por exemplo que um dano a uma coisa possa chegar a uma pena de três anos de prisão enquanto ofensa à saúde de um animal tem uma pena de até um ano. Isso é inadmissível.”

Segundo o delegado, a sociedade pode sair fortalecida com a mudança legislativa. “Estamos sim em um novo tempo, um tempo em que os animais não estão sendo vistos apenas como se fossem coisas, mas como sujeitos de direitos”, declarou.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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