É surpreendente reconhecer que matamos 1,1 bilhão de suínos por ano, e que parte dessa matança tem relação com o bacon, que é uma gordura subcutânea (extraída de diferentes partes do porco – laterais, traseira, barriga) e que a longo prazo desencadeia graves problemas de saúde em seres humanos. Imagino alguém pensando:
“Vamos matar este animal aqui pra extrair algo que mais tarde sirva também pra ajudar a matar seres humanos.” Quero dizer, como não achar estranho matar um animal para extrair de seu corpo algo que também é nocivo às pessoas? Ademais, bacon não é vida, bacon é morte (de animais). Logo, se ruim para nós, (antes) pior para os porcos.
É um ciclo estranho. Não são poucas as pesquisas que apontam que gordura de origem animal aumenta de forma considerável as chances de morte por doenças cardíacas. Tal fato não deveria mais ser novidade para ninguém.
Mesmo hoje, muitas pessoas defendem o seu “direito de adoecer ou morrer” em decorrência desse tipo de displicência com a saúde ao custo da morte de um animal criado em cativeiro por toda a sua vida, e que não deu o seu aval para ser reduzido a tiras mortas de qualquer coisa.
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