Opinião

Que tal se tornar vegano?

Busque compreender um pouco melhor a dimensão do impacto de nossas ações contra os animais (Foto: Shutterstock)

Uma mudança positiva que você pode fazer é se tornar vegano. Ou seja, dar uma chance à empatia, compaixão e respeito pelos animais não humanos e pelo planeta. Afinal, se podemos ser saudáveis e viver bem sem tomar parte na exploração e matança de animais, por que não tentar? Acredite, é mais fácil do que você pode imaginar.

Com o crescimento do veganismo está cada vez mais fácil encontrar pessoas interessadas em auxiliar outras. Há cada vez mais informações disponíveis sobre “como se tornar vegano”, mas o primeiro passo, sem dúvida, é tentar já acreditando que é possível, que tudo vai dar certo. Até porque, se fazemos isso com má vontade ou pouco interesse dificilmente conseguimos perseverar.

Fortaleça sua real motivação em relação ao veganismo, e caso não se sinta muito estimulado, busque compreender um pouco melhor a dimensão do impacto de nossas ações contra os animais. A realidade deles é sempre mais dura do que imaginamos, e tudo que eles vivem é consequência de nossas escolhas – sejam motivadas pelo lucro, comodidade ou prazer.

Nenhuma criatura morre feliz para servir como alimento humano

Quando não tomamos parte diretamente na violência, financiamos para que os outros a pratiquem por nós – já que a violência é inerente à cadeia de produção e consumo de alimentos e outros produtos de origem animal. Afinal, nenhuma criatura morre feliz para servir como alimento humano, certo? Ademais, há outros meios de subjugação não humana que são endossados até mesmo pela displicência.

Ao se recusar a continuar contribuindo com esse sistema, imagine o número de animais que já não teriam sua exploração (que, de um modo ou de outro, culmina em morte) financiada por você. Talvez não pareça muito dependendo do recorte feito e da percepção que se tem dessa realidade. No entanto, se partirmos da perspectiva de que vidas importam, como isso pode não ser realmente significativo?

Como não reconhecer a importância do veganismo, que tem como premissa evitar mortes e salvar vidas? Imagine quantas vidas não humanas podem ser poupadas pela não violência nas nossas relações de consumo. E a cada pessoa que decide se opor à exploração animal, fortalecemos nossa caminhada em prol de um mundo mais justo, respeitoso e compassivo.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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