Desde o início de 2020, houve um aumento significativo da temperatura do oceano no Brasil.
Esse aquecimento, sem precedentes em termos de intensidade e duração, vem gerando alertas de branqueamento de grande periculosidade para os corais, segundo relatório do Projeto Coralizar, executado pelo Instituto Nautilus, com apoio do WWF-Brasil e o do Instituto Neoenergia.
O branqueamento de corais é um fenômeno natural que causa a perda de cor desses animais que vivem no fundo do mar e que ficam com seu esqueleto exposto ao perder uma alga que o envolve.
O problema, diretamente acentuado pela crise climática resultante do aquecimento global e acidificação dos oceanos também associados aos impactos humanos, pode ser revertido, mas em casos graves, leva à morte de muitas colônias.
Atualmente estamos na quarta onda global de branqueamento. Segundo o IPCC, podemos perder entre 70 e 90% dos corais se a temperatura da superfície do mar aumentar em 1,5°C.
O primeiro registro de branqueamento global em massa e simultaneamente em recifes localizados em diversas regiões do planeta aconteceu em 1998. Em 2009, houve uma segunda onda e, entre 2014 e 2017, o evento aconteceu pela terceira vez.
Em Porto de Galinhas, onde os corais encontram-se particularmente suscetíveis por estarem em águas rasas (até 30 metros de profundidade), o branqueamento foi bastante severo.
“De acordo com parceiros locais, foi estimado que algumas espécies apresentaram mais de 90% de sua população atingida pela síndrome, impedindo a instalação de experimentos devido à fragilidade dos corais da região”, informa a WWF-Brasil.
Em seguida, houve a suspensão das atividades de campo com o advento da pandemia. “Com isso, adiantamos a elaboração de um dos objetivos do projeto, o ‘Desafio de Restauração de Corais’, realizando a articulação e consulta aos atores relevantes para o lançamento de uma série de metas de recuperação ecossistêmica de ambientes de corais”, acrescenta.
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