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Carne de fibra de caju reduz desperdício da indústria de suco

Carne de fibra de caju deu origem ao Amazonika Burger (Foto: Divulgação)

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que em 2018 a região Nordeste do Brasil produziu 747 mil toneladas de pedúnculo de caju.

No entanto, segundo uma estimativa não oficial divulgada pela Sottile Alimentos, do Rio de Janeiro, o aproveitamento industrial não ultrapassou 15%.

Essa descoberta motivou a Sottile, por meio da marca Amazonika Mundi, a investir na produção de carne de fibra de caju, um subproduto que costuma ser descartado pela indústria.

“Isso acontece, por exemplo, durante o processo de produção de algumas fábricas de sucos. Junto aos nossos parceiros da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], viabilizamos a possibilidade de dar um destino mais consciente e sustentável para essas toneladas de produtos que antes eram simplesmente jogados fora”, informa.

A iniciativa deu origem a produtos veganos com carne de fibra de caju, como o Amazonika Burger, Almôndega Amazonika e Siriju (com sabor e textura de bolinho de siri), combinados com outros sabores típicos da Amazônia.

“Alguns dos nossos produtos chegam a ter até 20 gramas de proteína em uma única unidade.” Segundo a Amazonika Mundi, são opções que ajudam a substituir o consumo de alimentos de origem animal.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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