09 03 2008 CAMPANHA AMAZÔNIA SOJA E GADO. SOBREVOO SUL DO PARÁ / TERRA DO MEIO E NORTE DO MATO GROSSO. TRECHO MANAUS/ALTA ALTA FLORESTA/CUMARU/SANTA MARIA DAS BARREIRAS E SÃO FÉLIX DO XINGU/ PALMAS (TO). ARCO DO DESMATAMENTO. FOTO ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
O jornal The New York Times publicou no final de semana uma reportagem especial e interativa destacando que carnes e laticínios produzidos no Brasil são piores para o meio ambiente em comparação aos produzidos nos Estados Unidos. A justificativa, referenciada por um estudo da Universidade de Oxford, é que a agropecuária brasileira ultrapassa a dos EUA em emissões de gases do efeito estufa.
Ainda assim, o NYT aponta que alimentos de origem animal como carnes e laticínios, independente de região ou país, juntos são responsáveis por 14,5% dos gases do efeito estufa gerados a cada ano – o que equivale às emissões de todos os carros, caminhões, aviões e navios do mundo todo.
Enquanto a carne tem a maior pegada climática por proteína, alimentos baseados em plantas têm o menor impacto. No ano passado, o estudo da Universidade Oxford publicado na revista Science calculou as emissões médias de gases de efeito estufa associadas a diferentes alimentos – reforçando e detalhando diferenças.
Considerada pelo jornal britânico The Guardian como a maior análise já feita sobre os efeitos da produção agrícola, a pesquisa intitulada “Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers”, e realizada pela Universidade de Oxford, que reúne dados de quase 40 mil fazendas que produzem 40 produtos agrícolas em 119 países, informa ainda que 80% das áreas agrícolas do mundo são destinadas à criação de animais para consumo, o que é bastante prejudicial ao meio ambiente.
A reportagem do NYT também ressalta que alguns tipos de queijos podem ter impacto maior do que alguns tipos de carne – como a costeleta de cordeiro. Além disso, o que gera ainda mais preocupação, segundo a publicação, é que alguns especialistas acham que esses números podem subestimar o impacto do desmatamento associado à agropecuária, o que significa que pode ser ainda pior.
Porém há uma certa unanimidade em classificar os alimentos à base de plantas como mais benéficos ao meio ambiente do que qualquer dieta que contenha alimentos de origem animal. Para quem quer reduzir o seu impacto ambiental, o New York Times recomenda que comece cortando carnes e laticínios. A publicação também sugere o consumo de leguminosas em substituição às proteínas de origem animal.
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