A Chanel anunciou esta semana que não vai mais usar peles de animais em suas coleções. A notícia foi muito bem recebida por organizações que defendem os direitos animais. No entanto, a grife, que costumava comprar peles de mamíferos selvagens e couro de crocodilos, lagartos, cobras e arraias, informou que essa escolha foi “puramente técnica”, porque tem sido difícil encontrar empresas que atendam aos seus padrões de ética e qualidade.
O presidente da Chanel Fashion e da Chanel SAS, Bruno Pavlovsky, disse que foi uma escolha da direção da empresa, e que não foi influenciada por manifestações contra o uso de peles. Por outro lado, vale lembrar que nos últimos anos a Chanel, assim como outras grifes, tem sido pressionada a abandonar o uso de peles.
Em decorrência disso surgiram inúmeras controvérsias nos últimos anos envolvendo o estilista da Chanel, Karl Lagerfeld, que jamais considerou ou aceitou muito bem as críticas dos ativistas dos direitos animais, inclusive fazendo declarações bastante polêmicas sobre o assunto.
Ainda assim, nos últimos três anos as campanhas contra a exploração de animais com a finalidade de extração de pele ganhou mais força. Reflexo disso é a desistência de outras grifes que abdicaram dessa matéria-prima. Ativistas sempre enfatizaram que a demanda por peles garante a existência de fazendas onde animais selvagens são mantidos em cativeiro e mortos precocemente.
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