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China aceita dois métodos de testes sem uso de animais para a regulamentação de cosméticos

Novas alternativas substituem testes de irritação dos olhos e da pele dos animais (Foto: Getty Images)

Embora a China seja o maior mercado de cosméticos do mundo, inúmeras marcas internacionais sempre se recusaram a entrar nesse mercado por causa da exigência da realização de testes em animais. No entanto, ainda que não na proporção ideal, a realidade está mudando.

A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) anunciou esta semana que a Administração Nacional de Produtos Médicos da China aceitou dois métodos de testes sem o uso de animais para a regulamentação de cosméticos.

No entanto, isso não significa que a China já está abdicando da realização de testes em animais na indústria cosmética, mas sim que com essas alternativas já é possível diminuir o número de vítimas na realização de testes.

Os novos métodos serão colocados em prática a partir de 1º de janeiro de 2020 e prometem diminuir o uso de animais em testes de irritação dos olhos e da pele. “Pouparão inúmeros animais da agonia de ter substâncias gotejadas em seus olhos e esfregadas em sua pele”, avalia a PETA.

A inclusão desses métodos alternativos é resultado de uma parceria do Instituto Zhejiang com o Instituto de Ciências in Vitro (IIVS), dos Estados Unidos, que desde 2016 está qualificando cientistas chineses para desenvolverem testes com células e tecidos criados artificialmente que possam vir a substituir completamente os testes em animais.

“Nenhum animal deve ser envenenado ou ficar cego por causa de um produto ou por qualquer outro motivo. Ao comprar apenas produtos livres de crueldade, você pode poupar coelhos, porquinhos-da-índia, camundongos e outros animais sensíveis de uma vida inteira de sofrimento e morte”, enfatiza a PETA.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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