Com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, o Brasil terá a Cúpula de Nações da Floresta Amazônica no primeiro semestre de 2023.
O objetivo da cúpula é dar um novo significado político ao Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), assinado em 1978 por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
“É um instrumento jurídico de natureza técnica que visa a promoção do desenvolvimento harmonioso e integrado da bacia, como base de sustentação de um modelo de complementação econômica regional que contemple o melhoramento da qualidade de vida de seus habitantes e a conservação e utilização racional de seus recursos”, consta hoje no tratado.
A cúpula prevê ainda a inclusão de países de fora do tratado, incluindo outras nações sul-americanas e a França, que é parte interessada também devido à fronteira da Guiana Francesa com o Brasil. A proposta faz parte de um compromisso em colocar a diplomacia ambiental no centro da política externa.
Além disso, de acordo com pronunciamento do ex-ministro Celso Amorim, assessores de Lula estão em contato com a Indonésia e a República Democrática do Congo para formarem uma frente unida de países com mais florestas tropicais nas negociações climáticas da ONU.
Em 2019, quando a Colômbia sediou uma cúpula com países vizinhos, tendo como objetivo atualizar os compromissos com base no tratado de 1978, o presidente Jair Bolsonaro não compareceu, enviando um diplomata em seu lugar.
Ambientalistas tem criticado nos últimos anos a falta de engajamento do Brasil em políticas internacionais de proteção ao meio ambiente realizadas em conjunto com outros países.
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