Personagens

Como me tornei vegana ou vegetariana? – Parte XII

Ivonilda Martins, Jordana Fernandes e Vanessa Punk (Fotos: Arquivo Pessoal)

Na série “Como me tornei vegana ou vegetariana?”, o VEGAZETA traz depoimentos de pessoas de várias regiões do Brasil, e também de fora do país, que se tornaram veganas, vegetarianas ou que abdicaram do consumo de carnes. O que será que motivou essa mudança? Uma experiência, uma história, um documentário, um filme, um artigo, um livro? Há muitas formas de alguém repensar o consumo de animais. Hoje, compartilhamos um pouquinho da história de transição de Ivonilda Martins, Jordana Fernandes e Vanessa Punk.

Ivonilda Martins, de Fortaleza (CE):

“Em 2015, eu estava praticando Ashtanga Yoga em um espaço onde eram ofertadas, além das aulas práticas, aulas teóricas em que dividíamos o lanche (sem ingredientes de origem animal) e discutíamos algum tema. Era mais uma conversa. Dessa forma despretensiosa, algo mudou pra mim quando refleti sobre o conceito da não violência, um dos pilares do Yoga. Percebi que cometemos diversas formas de violência, inclusive com os animais. Resolvi deixar de comer carne por sentir essa conexão com os animais falando mais alto.”

Jordana Fernandes, de Natal (RN):

“Aderi ao veganismo por elevação espiritual. Foi por meio do reconhecimento da importância do respeito aos animais que verdadeiramente pude perceber que estava sendo hipócrita ao falar em amor sem de fato amá-los. Já com um tempo, entrei em uma discussão em que uma pessoa usou exatamente as palavras: ‘Ah, comemos carne de animais por sobrevivência e você não faz distinção de ser humano para animais.’ Confesso que fiquei chocada por ouvir aquilo de alguém que mostrava ser tão ligada a Deus. Mal sabe ela que Deus é tudo, e está em tudo, com ou sem vida material.”

Vanessa Punk, de Igarapé (MG):

“Em maio, faz um ano que me tornei vegetariana. Em breve, quero me tornar vegana. Sempre tive vontade de ser vegetariana, mas não tinha força de vontade o suficiente. Um dia, assistindo vídeos de animais, apareceu um vídeo de uma vaca deitada no peito de um homem, recebendo carinho dele. Aí pensei: ‘Por que defendo uns e como outros?’ Desde então parei de comer carne. Agora estou em transição para o veganismo.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Visualizar comentários

  • David, sei q talvez de trabalho pra vc mas acho q seria interessante colocar um link das outras partes desse "quadro" pra que quem está vendo eles só agora possa ver os anteriores. Só uma dica, abraços

Posts Recentes

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

4 semanas ago

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal?

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…

1 mês ago

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos?

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…

1 mês ago

O consumo humano transforma animais em prisioneiros de seus próprios corpos

A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…

2 meses ago

Animais, pela ética do amor ou do cuidado?

Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…

2 meses ago

Por que não é uma boa ideia usar o termo “feito de plantas”

Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…

2 meses ago