A companhia aérea russa AirBridgeCargo anunciou esta semana que não vai mais transportar animais para laboratórios de pesquisa. A decisão foi tomada depois de inúmeras campanhas lideradas por ativistas dos direitos animais. As denúncias de que a companhia enviava animais para serem usados em laboratórios e depois descartados ganhou força no ano passado, quando surgiram notícias de que primatas viajavam dentro de caixotes, onde dividiam o espaço com a própria urina e as próprias fezes.
Há fazendas espalhadas em diversas partes do mundo, mas principalmente em países asiáticos como o Laos, onde animais são criados para mais tarde servirem como vítimas de vivissecção e de outros testes realizados pela indústria e por instituições de ensino. Segundo a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), alguns animais são criados em cativeiro enquanto outros são retirados de suas famílias na natureza.
“Os macacos traumatizados são amontoados em pequenas caixas de madeira e transportados nos porões de carga escuros e aterrorizantes por até 30 horas”, enfatiza. Embora a mudança seja positiva, outras companhias, como a Air France Airlines, ainda continuam transportando animais usados em testes e pesquisas.
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