Um projeto de lei que prevê proibição da fabricação, comercialização e uso de penas e plumas de origem animal na produção de fantasias, adereços e alegorias no Carnaval está parado na Câmara dos Deputados desde abril de 2019.
Encaminhado para a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviço há mais de dez meses, o PL 1097/19, que poderia ter sido priorizado no período que antecede ao Carnaval, tem sido ignorado desde então.
Como o uso de artigos de origem animal não acrescenta nada significativo às festividades, a não ser impacto na vida das aves que são vítimas de depenagem forçada para que suas penas e plumas sejam utilizadas como adereços, não há nenhum motivo plausível para que o projeto não siga adiante.
“Não se pode aceitar, em pleno século 21, o uso de partes do corpo de animais para fazer adereços de fantasias”, justifica o autor da proposta, o deputado federal Célio Studart, que recomenda na matéria do PL que os interessados nesse tipo de produto busquem alternativas mais sustentáveis.
O projeto que prevê multa a partir de R$ 5 mil para quem infringir a lei vai ao encontro da lei 16.803/2018, que está em vigor em São Paulo. Embora muitas pessoas reconheçam que é fácil e até mais barato encontrar alternativas às penas e plumas das aves, o que garante a manutenção desse interesse é a vaidade e o desejo pela distinção colocado acima dos interesses dos animais em não serem submetidos à privação, confinamento e sofrimento.
Ontem (17), o deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE) também protocolou um PL em que defende a proibição da confecção, importação, comercialização e uso de fantasias e adereços confeccionados com pele, couro ou pena de origem animal – impondo multas que variam de 20 a 200 salários mínimos.
“Principalmente em épocas festivas, como no Carnaval, a demanda pelas plumas é tamanha que gansos, faisões, pavões, patos e avestruzes têm suas penas cruelmente arrancadas, enquanto vivos e conscientes, para suprir a demanda de escolas de samba. Uma das técnicas cruéis utilizadas é amarrar a pata das aves e arrancá-las em forma de zíper. Como eles lutam neste processo, muitos sofrem fraturas”, frisa Bismarck no PL 348/2020.
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…