Embora o motivo do isolamento social no mundo hoje seja em decorrência da pandemia de coronavírus, ou seja, uma necessidade, em várias cidades da Europa isso já tem resultado em reduções surpreendentes nas emissões dos principais gases poluentes – como o dióxido de nitrogênio (NO2) – o que é mais uma prova do quanto as ações humanas têm consequências para o meio ambiente e o quanto a humanidade tem condições de promover significativas mudanças mesmo em curto prazo.
Segundo a Agência Europeia do Ambiente (EAA em inglês), vinculada à União Europeia, nas últimas quatro semanas, Milão, cidade da Europa que até agora foi a mais afetada pelo coronavírus e que demorou a aderir ao isolamento social, que já contabiliza 4,4 mil mortos, ainda assim teve redução de pelo menos 24% nas emissões de dióxido de nitrogênio (NO2) em relação ao mesmo período de 2019.
Em Bérgamo, na região da Lombardia, a mudança foi ainda maior – chegando a 47% em relação ao ano passado. Já Roma oscilou entre 26 e 35% menos emissões de NO2.
Já na Espanha e em Portugal, tanto Barcelona quanto Lisboa tiveram média de redução do gás poluente de 40%, mas chegando a até 51% em Lisboa e 55% em Barcelona com base em comparação de uma semana a outra em um período de um mês.
Mas o maior destaque do relatório da EAA sobre as mudanças desencadeadas em consequência da alteração na rotina da população após a proliferação do coronavírus foi Madri, com média de 41%, mas chegando a uma redução de até 56% dos níveis de NO2 de uma semana para outra ao longo de quatro semanas.
Para chegar a esses percentuais, a Agência Europeia do Ambiente avaliou os níveis semanais de concentração de poluentes no ar. “Outros fatores além das medidas de isolamento social, como condições climáticas, também podem afetar as variações semanais das concentrações de poluentes”, informa o relatório.
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