Na noite de terça-feira (14), as torres do Congresso Nacional, em Brasília (DF), receberam projeção de frases como “Animal não é coisa”, “Maus-tratos a animais é crime”, “Não ao abandono de animais!”, “Animais sentem” e “Considere o Veganismo”.
A ação foi realizada por ativistas que integram o Grupo de Estudos sobre Direitos Animais e Interseccionalidades (Gedai), Frente de Ações pela Libertação Animal (FALA), Mercy For Animals Brasil, Fórum Animal, Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e Banda Herbivoria.
O deputado federal Célio Stuart foi o autor do requerimento que autorizou a realização da ação. Em outros pontos da cidade, a mensagem lembrava que o consumo de carne tem resultado em pandemias que afetam os próprios humanos, como o novo coronavírus, Sars, H1N1, ebola, gripe suína e gripe aviária.
Vale lembrar que no último dia 6 a Organização das Nações Unidas (ONU) publicou um relatório afirmando que entre as tendências que favorecem o surgimento de doenças zoonóticas, ou seja, entre animais e humanos, estão a crescente demanda por proteína animal, a expansão da agropecuária, o aumento da exploração da vida silvestre e a crise climática.
Segundo a publicação, a crescente demanda por alimentos de origem animal estimula a intensificação e industrialização da produção animal. Com isso, quanto mais a agropecuária cria e confina animais com o mesmo perfil genético, e próximos uns dos outros, mais se tornam suscetíveis a contrair e disseminar novas doenças.
“Animais domésticos estão sendo mantidos em estreita proximidade e, muitas vezes, abaixo da condição ideal. Essas populações hospedeiras geneticamente homogêneas são mais vulneráveis às infecções do que aquelas geneticamente diversas”, informa o relatório “Prevenir a Próxima Pandemia: Doenças Zoonóticas e Como Quebrar a Cadeia de Transmissão”.
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