Aerial view of an area in the Amazon deforested for the expansion of livestock, in Lábrea, Amazonas state. The Amazon is still covered in smoke and torn by criminal and unrestrained destruction, according to overflights produced by the Amazônia in Chamas project, held by Amazon Watch, Greenpeace Brazil and Observatório do Clima, between September 13th and 17th, in the states of Rondônia and Acre. Vista aérea de um desmatamento na Amazônia para expansão pecuária, em Lábrea, Amazonas. A Amazônia segue encoberta pela fumaça e marcada pela devastação criminosa e sem controle. Foi o que comprovaram sobrevoos realizados pelo projeto Amazônia em Chamas, promovido pelas organizações Amazon Watch, Greenpeace Brasil e Observatório do Clima. A expedição ocorreu entre os dias 13 e 17 de setembro de 2021, nos estados de Rondônia e Amazonas.
A área sob alertas de desmatamento em novembro atingiu 555 quilômetros quadrados, um aumento de 123% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados do sistema Deter-B, do Inpe, divulgados na sexta-feira (9).
É o segundo pior resultado da série histórica iniciada em 2015, perdendo apenas para 2020, quando a área desmatada em novembro chegou a 563 quilômetros quadrados.
O acumulado de alertas de agosto a novembro atingiu 4.574 quilômetros quadrados, recorde da série histórica. Já é maior inclusive que todo o período de agosto a dezembro de 2020, que registrou 4.476 quilômetros quadrados.
Como a taxa de desmatamento na Amazônia é medida sempre de agosto de um ano a julho do ano seguinte, o estrago será herdado em 2023. O aumento em relação ao mesmo período do ano passado é de 51%.
O município com maior área desmatada nos últimos quatro meses foi Lábrea, no Amazonas, com 209 quilômetros quadrados.
A taxa oficial de desmatamento deste ano, medida por outro sistema do Inpe, o Prodes, foi divulgada no último dia 30: mesmo com uma queda de 11% no último ano, o mandato atual teve o maior aumento da devastação desde o início das medições por satélite, na década de 1980.
Enquanto o desmatamento subiu 60% em quatro anos, as multas aplicadas pelo Ibama na Amazônia caíram 38% no mesmo período. A BR-319 é um dos fatores que explicam o fato de o Amazonas ter sido o único estado com desmatamento em alta no ano de 2022.
“Esse resultado chega três dias depois da aprovação da regulação europeia contra o desmatamento importado”, diz Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…
Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…
O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…
A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…
Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…
Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…