Neste sábado (27) é celebrado o Dia Mundial pelo Fim do Especismo, data que reforça a importância de ser vegano como meio de combate à exploração de animais para consumo, entretenimento e outros fins.
Cunhado pelo psicólogo britânico Richard D. Ryder em 1970, o termo especismo refere-se a uma forma de discriminação baseada nas diferenças de outras espécies em relação a nós. Ou seja, por considerar outros seres sencientes inferiores, o ser humano ignora interesses que não são seus, estabelecendo uma relação conveniente e violenta de dominância.
Afinal, se não fosse pela crença de que podemos usar os animais como quisermos, não ponderando sobre o mal que causamos às outras espécies, não teriam sido mortos nos matadouros do Brasil, por exemplo, 6,98 bilhões de frangos, suínos e bovinos em 2021, conforme dados coletados pela Vegazeta junto ao IBGE.
Sem dúvida, um número já elevado, que equivale a mais de 32 vezes a população brasileira em quantidade de indivíduos. Em comparação com 2020, o número de frangos abatidos aumentou 169,87 milhões, o que, segundo o IBGE, é um “recorde da série histórica iniciada em 1997”.
Se refletirmos sobre esses números, não há como ignorar que uma quantidade imensa de animais é morta no país a cada dia para que sejam consumidos. Será que todo esse derramamento de sangue é justificável? Já que o consumo de carne é resultado de hábitos alimentares, logo uma prática mutável e condicionável.
Para não fortalecer essa cadeia de violência, não favorecer sua manutenção, é preciso despertar para o imperativo moral que preconiza o veganismo. Ou seja, rejeitar a ideia de que animais são produtos, bens móveis, meios para um fim e que por isso não têm seus interesses considerados. Afinal, se fossem, não seriam explorados nem mortos em nosso benefício.
Sempre podemos mudar e apresentar razões para motivar outras pessoas a rejeitarem essa violência do consumo – o que também justifica a existência das manifestações globais do Dia Mundial pelo Fim do Especismo.
E claro, benefícios não faltam para ser vegano, já que incluir outras espécies em nosso círculo de empatia e respeito, além de beneficiá-las, contribui com a diminuição do impacto gerado no planeta por meio da exploração animal não humana.
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