Todo dia o menino via a chegada das maritacas. Encostava no muro e ficava quietinho observando a aproximação.
Também gostava de ver as pombinhas, os pardais, os bem-te-vis, os beija-flores e todos os animais de asas que, por algum motivo, visitavam sua casa.
Não tentava interagir. Só queria vê-los e ficava feliz com isso. Iam de um lado para outro e partiam, e cada chegada era uma primeira vez, porque percebia que nunca era igual. “Então é primeira vez sempre”, repetia.
Um dia uma pombinha caiu morta no quintal e ele a viu bem de perto. Observou suas asas, sua cabeça, seus olhos que não miravam nada e seu corpo sem vida. Os pezinhos apontavam para o céu.
“E ela nunca mais vai atravessar o céu”, disse com tristeza. À noite, durante o jantar, olhou um frango assado sobre a mesa e lembrou-se da pombinha.
“Se eu não como passarinho, por que eu como frango? Frango também tem asa, bico. É porque não voa e não pode fugir?”, perguntou. Ninguém respondeu.
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…