Publicado em setembro na plataforma ScienceDirect e na revista científica Science of the Total Environment, um estudo que aborda a influência dos sistemas alimentares no meio ambiente destaca como as dietas têm papel determinante na redução do desmatamento e da emissões de gases de efeito estufa.
“Nossos resultados mostram que as dietas são as principais determinantes das emissões de GEE, com maiores emissões encontradas em cenários que incluem alta demanda de carne, especialmente quando focada em carne de ruminantes e leite, e menores emissões para cenários com dietas veganas.”
O estudo “Food systems in a zero-deforestation world: Dietary change is more important than intensification for climate targets in 2050” reforça que, ao contrário das alegações frequentes, os resultados indicam que as dietas e a composição e quantidade de ração destinada a animais criados para consumo humano são fatores de alta contribuição de emissões de carbono a partir de sistemas alimentares.
“Uma mudança na demanda dietética tem um grande efeito nas áreas de preservação e pode ajudar substancialmente a aumentar a absorção de CO2 por meio da regeneração da vegetação”, aponta o estudo, reforçando que dietas com carne favorecem mais emissões de gases de efeito estufa do que qualquer outro tipo de dieta.
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