Notícias

Ex-presidente da L’Oréal e fundadora da Orveda amplia linha vegana de cuidados com a pele

Orveda se orgulha de se intitular como uma empresa vegana – preocupada com os animais e com o meio ambiente (Foto: Divulgação)

Depois de atuar como presidente da L’Oréal e da Lancôme, a franco-argelina Sue Nabi fundou com Nicolas Vu a marca de produtos de beleza Orveda, considerada “A Tesla dos produtos de beleza”, que se orgulha de se intitular como uma empresa vegana – preocupada com os animais e com o meio ambiente.

Em reportagem publicada ontem pelo The Observer, Sue Nabi explicou que a Orveda já ampliou a sua linha de produtos para veganos – atualmente são 18 opções. Um dos grandes diferenciais é que, além dos produtos não serem testados em animais (nem mesmo por terceirização), e não contarem com nenhum insumo de origem animal, a marca trabalha com três ingredientes principais.

Um dos ingredientes é um prebiótico, o segundo é uma enzima baseada na biofermentação de bactérias do fundo do mar e o terceiro é a kombucha. “Tem sido clinicamente comprovado que [a kombucha] amplia a luminosidade da pele”, informa Nabi, acrescentando que embora esses três ingredientes sejam naturais, ela prefere que as pessoas não qualifiquem a Orveda como uma marca 100% natural.

No entanto, a preocupação é jamais usar ingredientes que sejam potencialmente perigosos. Segundo Sue Nabi, cada produto vem com uma ferramenta especial. O Clay Mud Cleansing Powder (Pó de Limpeza de Lama de Argila) traz uma esponja konjac especial e uma tigela para mistura e o The Healing Sap (A Seiva da Cura) vem com um conjunto de almofadas.

O produto mais recente é o Prebiotic Emulsion (Emulsão Prebiótica) – 3 em 1, desenvolvido em parceria com o cirurgião plástico Patrick Bui, do American Hospital of Paris. “Funciona como um creme de soro que acelera a cura pós-procedimento. A ‘ferramenta’ aqui é uma mascara de folha de silicone reutilizável para estimular a penetração mais profunda”, informa.

 

 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

1 semana ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

1 mês ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

2 meses ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago